Rosangela_Aliberti

"Se a Arte tocar em algum ponto do homem é sinal que alcançou seu objetivo" (r_a)

Meu Diário
16/07/2007 18h52
29º Festival das Estrelas de São Paulo (Tanabata Matsuri)
Lenda do Tanabata

Segundo uma lenda oriental, há muito tempo, morava próximo da Via-Láctea uma linda princesa chamada Orihime, que se orgulhava de tecer as roupas mais lindas do reino, mas não tinha tempo para mais nada.

Um dia, o senho celestial, pai de Orihime, conheceu Kengyu, um pastor muito belo, bom e trabalhador. Sentindo que ele poderia ser um ótimo pretendente, apresentou-o para Orihime. Os dois se apaixonaram à primeira vista.

Não havia paixão maior no reino que a de Kengyu e Orihime. Eles passavam todos os momentos juntos, amando-se e negligenciando todos os seus deveres. Zangado como essa enorme falta de responsabilidade, o senhor celestial separou Orihime e Kengyu, forçando-os a morar em lados opostos da Via-Láctea e ordenou que eles voltassem imediatamente a seus deveres.

A princesa chorava dia após dia. O senho celestial, comovido diante dessa tristeza, permitiu que eles pudessem se encontrar, porém, somente uma vez por ano, no sétimo dia do sétimo mês do calendário lunar. Desde então, eles têm esperado com muita ansiedade por esse encontro, trabalhando com muito mais dedicação que antes.

Fonte: Associação Miyagui Kenjinkai do Brasil


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A lenda do Tanabata Matsuri

Segundo a lenda há muito tempo, morava próximo da Via-Láctea uma linda princesa chamada Orihime, a Tanabatatsume, tecelã celestial, que passava seus dias solitários tecendo roupas para os deuses.

Um dia, o Senhor Celestial, pai de Tanabatatsume, permitiu que ela tivesse uma folga e fosse passear um pouco. Enquanto vagava errante pelo céu, a jovem divindade conheceu o pastor Kengyu e os dois apaixonaram-se à primeira vista, não havendo no reino paixão maior do que a do jovem casal.

Apaixonada, a tecelã esqueceu de suas obrigações e parou de tecer os tecidos celestiais. Enfurecido com essa grande falta de responsabilidade, o Senhor Celestial separou Tanabatatsume e Kengyu, forçando-os a morar em lados opostos da Via-Láctea, transformado o casal nas estrelas Altair e Vega e ordenou que eles voltassem imediatamente a seus deveres.

Inconformada, a princesa chorava dia após dia. As outras divindades, penalizadas, foram até o Imperador Celestial pedindo que ele reconsiderasse a pena imposta aos dois amantes. Comovido, o Imperador decidiu, então, permitir um encontro anual entre os dois. Assim, a cada ano, no sétimo dia do sétimo mês do calendário lunar, uma ponte de pássaros celestiais é construída para que o pastor e a tecelã se encontrem novamente.

Para festejar esta data, os japoneses enfeitam suas casas e jardins com galhos de bambu ornamentados com enfeites coloridos e com longas tiras de papéis. No Japão, a maior comemoração do Festival Tanabata -derivado do nome da divindade Tanabatatsume - é realizado na cidade de Sendai, capital da província de Miyagui, onde são erguidos mais de três mil mastros de bambus ao longo de suas ruas centrais atraindo milhões de visitantes. Em São Paulo, no Bairro da Liberdade, mais de 100 mil pessoas celebram a data com inúmeros festejos.

Olhe para o céu e faça o seu pedido

Durante a festa ramos de bambus (os sassa-dake) são enfeitados com grandes e delicados arranjos de papel, feitos de centenas de dobraduras (origamis) e é tradição as pessoas comprarem algumas papeletas coloridas (Tanzaku) onde colocam seus desejos para pendurá-los nos ramos. Nos Tanzaku, as pessoas escrevem seus pedidos, seus sonhos, suas esperanças, que serão levados até às estrelas pelos pássaros, seus ajudantes alados, para que sejam atendidos.
Cada cor do Tanzaku representa algum tipo de desejo:
• Amarelo - Dinheiro
• Azul - Proteção dos Céus
• Branco - Paz
• Rosa - Amor
• Verde - Esperança
• Vermelho - Paixão

Em retribuição ao carinho dos terrenos, Vega e Altair atendem aos pedidos que chegam até eles, pela fumaça dos tanzakus que são queimados, na manhã seguinte após as comemorações, pedidos esses que se volatizam, levantados do chão e guiados pelos pássaros até às alturas. Segundo a crença, no momento mágico do encontro das estrelas, todos os pedidos serão atendidos.

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Eis os resultados do concurso de haicai em português do 29º Festival das Estrelas de São Paulo (Tanabata Matsuri), realizado nos dias 7 e 8 de julho de 2007.

A coordenação do concurso foi de Rosa Sato Chubaci.
O julgamento dos trabalhos ficou a cargo de Teruko Oda e Edson Kenji Iura:


1º lugar

O amor foi embora.
E na festa Tanabata
Um novo pedido…

Analice Feitoza

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2º lugar

No dia da festa
Também sonho um encontro
Ah! Vega e Altair!

Eunice Arruda

*

3º lugar

Bem devagarinho
Mãos trêmulas e manchadas
Amarram Tanzaku.

Neide Rocha Portugal

*

4º lugar

Meu olhar errante
No Festival das estrelas.
De repente, o príncipe.

Zuleika dos Reis

*

5º lugar

Solteirona lança
Em tanzaku cor-de-rosa.
Sua última cartada.

Alberto Murata

A cerimônia de premiação ocorrerá na:
Sede da Associação Cultural Miyagui Kenjinkai,
Rua Fagundes, 152, Liberdade, São Paulo,
Dia 27 de julho próximo, sexta-feira,
a partir das 18h00.

Entrada franca

http://www.kakinet.com

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(Arte e material
recolhidos na rede)

Publicado por Rosangela Aliberti em 16/07/2007 às 18h52

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